Free flow gera mais de 600 mil multas e Lorenzoni alerta para “indústria da multa” nas estradas gaúchas

O modelo de pedágio free flow adotado pelo governo de Eduardo Leite no Rio Grande do Sul tem gerado forte preocupação. Dados recentes apontam que o sistema já resultou em mais de 608 mil multas em apenas um ano, o que representa 1.665 autuações por dia, 69 por hora e mais de uma multa por minuto em menos de 300 quilômetros de rodovias do Estado.

Diante do volume expressivo de penalidades e das reclamações de usuários, o Ministério Público do Rio Grande do Sul instaurou um inquérito para investigar o funcionamento do modelo, especialmente em relação à transparência e à forma de cobrança das tarifas.

Para o deputado estadual Rodrigo Lorenzoni, o sistema acabou se transformando em uma “máquina de moer o bolso do gaúcho”. Segundo ele, milhares de motoristas estão sendo penalizados pela falta de informação clara sobre como realizar o pagamento do pedágio após a passagem pelos pórticos.

O parlamentar lembra que os problemas do modelo foram alertados desde o início da discussão. De acordo com Lorenzoni, a crítica não é contra concessões rodoviárias, mas contra um formato que, na sua avaliação, penaliza o usuário e gera insegurança para quem utiliza as estradas. “Nós nunca fomos contra as concessões. Somos contra um modelo mal feito, que penaliza o cidadão e trava o desenvolvimento econômico do Rio Grande do Sul”, afirmou.

Lorenzoni também relaciona o tema aos debates da CPI dos Pedágios na Assembleia Legislativa, onde são analisados os projetos de concessão apresentados pelo governo para novos blocos rodoviários. “Os modelos apresentados pelo governo para os novos pedágios estão montados sobre bases equivocadas. Além disso, ainda querem colocar bilhões de dinheiro público nisso. Vamos seguir fiscalizando e defendendo quem paga a conta: o cidadão e o empreendedor gaúcho”, concluiu.

Foto Rodrigo Savedra

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