O deputado estadual Rodrigo Lorenzoni (PP) usou as redes sociais para alertar sobre a situação econômica do Rio Grande do Sul, após a divulgação de indicadores que apontam aumento expressivo nas falências, nas recuperações judiciais e no fechamento de empresas no Estado. Segundo o parlamentar, o cenário revelado contraria o discurso oficial do governo e expõe problemas estruturais que seguem sem enfrentamento.
Conforme os levantamentos divulgados, o RS registrou alta significativa nas falências e nas recuperações judiciais, além de um crescimento de 24% no encerramento de empresas apenas em 2025. Para Lorenzoni, esse quadro desmonta a narrativa otimista apresentada pelo Executivo estadual. “Enquanto o governo diz que o Estado vai muito bem, os números contam outra história. Falências disparam, recuperações judiciais batem recorde e o fechamento de empresas cresce de forma alarmante. Isso colide frontalmente com a propaganda oficial”, afirmou.
Rodrigo destacou que o fechamento de empresas impacta diretamente a vida da população. “Empresa fechada é menos emprego, menos atividade econômica e menos consumo. No fim, quem paga essa conta é sempre o trabalhador e o empreendedor”, disse.
O parlamentar atribuiu o cenário à baixa competitividade do Estado, à burocracia excessiva e à ausência de políticas estruturantes, especialmente no período pós-enchentes. Como exemplo, citou a decisão da montadora chinesa GWM (Great Wall Motors), que optou pelo Espírito Santo para implantar um projeto de US$ 1,1 bilhão, que poderia gerar até 10 mil empregos, investimento que deixou de vir para o Rio Grande do Sul. “Seguimos com um Estado burocrático, ineficiente e pouco comprometido com a liberdade econômica. Perdemos investimentos para estados que avançaram mais na desburocratização e na competitividade”, criticou.
Autor da Lei Estadual da Liberdade Econômica, Rodrigo Lorenzoni reforçou que o Rio Grande do Sul precisa de menos marketing e mais ações concretas para quem produz. “O Estado não precisa de narrativa. Precisa reduzir entraves, enfrentar a burocracia e criar um ambiente favorável para empreender. Propaganda de governo não gera emprego. O que gera emprego é empresa aberta”, concluiu.